quinta-feira, 10 de março de 2011

Redução da mortalidade infantil e materna em Fortaleza

A redução da mortalidade infantil de crianças menores de um ano e também de mulheres gestantes reflete, em grande medida, o cuidado com a saúde desta população durante o período da gravidez.  A Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza e sua Coordenadoria de Gestão da Atenção Básica à Saúde, através do Programa Saúde da Família e o envolvimento de todos os profissionais da saúde municipal, tem obtido resultados muito positivos nesta área. O município alcançou um dos melhores índices entre as principais capitais nordestinas. Os avanços se devem ao aumento significativo do número de pré-natais realizados.
Entre 2004 e 2010 a cidade de Fortaleza conseguiu reduzir em 54,5 % o número de óbitos não fetais em crianças menores de um ano. Segundo Lídia Costa, coordenadora de gestão da atenção básica da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, os bons resultados são fruto do trabalho realizado pelos 2.600 agentes comunitários de saúde e as 363 equipes de saúde da família em Fortaleza. “Ao visitar as casas e localizar as gestantes, o agente de saúde cadastra imediatamente a situação, o que gera a obrigação de acompanhar o desenvolvimento da mãe e da criança durante todo o período, seja no pré-natal ou no pós-parto”, disse. De 2004 a 2009 a média de consultas de pré-natal realizadas pela assistência básica era de 2.100. Em 2010 esse número atingiu 4.243 consultas, num incremento de mais de 50%.
Se comparados aos índices obtidos em outras capitais nordestinas, Fortaleza pode se orgulhar dos resultados. Salvador, por exemplo, reduziu a mortalidade infantil nesta faixa de idade em 27,98%, Recife em 21,23%, São Luis em 30,64%. Nenhuma destas capitais obteve melhores resultados que Fortaleza, que alcançou uma redução no coeficiente que mede a eficiência deste programa de 21,2 por 100 mil crianças, em 2004, para 12 em 2010. Os óbitos de gestantes também acompanharam esta tendência. Em 2004 foram 29 óbitos entre 37.425 nascidos vivos, quando em 2009 essas mortes foram reduzidas para 18 entre 35.824 nascidos vivos.
As principais causas de óbitos em crianças com menos de um ano são as afecções no início ou final da gravidez, deformidades e anomalias congênitas, doenças infecciosas e parasitárias e também doenças do aparelho respiratório. Os óbitos de crianças acontecem principalmente durante os meses do inverno, quando o clima propicia crises respiratórias e as chuvas trazem as doenças infecciosas. Pelas características fica fácil perceber que os problemas estão associados às más condições de vida de um segmento da população. A maior parte dos óbitos provém de famílias residentes nas áreas associadas às SER’s V e VI, onde estão muitos bairros pobres da Capital.
Fonte: Sistema de Informação da Saúde Básica (SIAB)/ DataSus

Eduardo D’Amato JP 2544 (DRT-Ce)

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